25.6.09
18.6.09
em breve
31.5.09
ou se é Homem ou se é Homem


30.5.09
as esquerdas mais bonitas do ténis masculino


26.5.09
25.5.09
come cipralex, pequena
23.5.09
20.5.09
pessoas
19.5.09
12.5.09
mensagem
3.5.09
as primeiras favas do ano

29.4.09
vende-se

[Fotografia: O pormenor da casa de que mais gosto. Sou aquela que está sempre sentada no cadeirão vazio.]
27.4.09
guerra e paz
26.4.09
9.4.09
5.4.09
inspector Nicolau
Gógol n'A Barraca [até 31 de maio]*
* Pede-se dedicação ardente principal e preferencialmente aos queridos ledores d'O Regabofe residentes em Lisboa. Vereis que, se comparardes esforços, não fica muito longe de vossa casa, senão vede o meu caso: para ir a Lisboa, começo por ter de andar uns 20 minutos a pé (se for de noite e em tempo de chuvas, acumula-se o facto de ter de tomar diligências sérias para não pisar salamandras de cores muito exóticas que se atravessam no carreiro); de seguida, tenho de apanhar uma caleche puxada por uma mula velha e só muito para diante, cerca de hora e pico depois, é que já posso apanhar a carreira que passadas muitas horas, talvez dias (consoante os ventos), me deixe indispensavelmente bem perto do jardim zoológico, que eu, na Corte, gosto de ser recebida por gente comme il faut. Por isso, agora ide, ide «qu'a vossa mãe disse qu'ísseis».
4.4.09
Dustin Hoffman

e depois alfim, cossaca montada a cavalo, a paz
3.4.09
1.4.09
a mulher em Chekhov: da mãezinha à puta, com uma desandança de permeio
a) A mãezinha de Chekhov era uma santa e chamava-se Evgenia Chekhova. Nas cartas que lhe escrevia, começava por se dirigir a ela deste modo: Saudações, querida Mamã! [Atenção: M em capital].
b) Sobre as mulheres Gilyaks, que observou in situ, deixa o seguinte testemunho: São tratadas como animais domésticos, como objectos, (...) podem ser expulsas, vendidas ou pontapeadas como um cão. Os Gilyaks mimam os seus cães, mas as mulheres nunca.
Que Deus me livre da metempsychosis platónica, que eu, talvez por não suportar feministas, de certeza reencarnaria numa Gilyak, no entanto, assim de repente que me lembre, devo dizer que também não gostaria de exercer facilmente uma profissão sob os efeitos perversos da quota feminina. A Fernanda Câncio, p.e., ontem lá estava no A Torto e a Direito (TVI 24) diante do paz d'alma do Francisco José Viegas e de um outro cujo nome não lembro, mas de certeza atacado pelo terceiro dia da TpM, a tentar defender a tese da quota deitando mão aos (e cito-a) «350 mil estudos» que existem sobre o caso, mas que, parece-me pelo modo como titubeia em televisão (em blogue tartamudeia menos), não leu nenhum deles. Ainda assim, pior do que uma feminista que não agarra o mote pelos cornos e o defende com pertinência, é a feminista cuja voz rouco-esganiçada lembra os insectos estridulatórios diante da língua de um camaleão. A propósito de camaleão e ainda no tema das quotas, o Francisco José Viegas, a dado momento, vira-se para ela e para a Constança Cunha e Sá e diz qualquer coisa do género: Ouçam meniiinas ou então deixem-me falar meniiinas. E as meninas nem tugiram nem mugiram, foi ver, por breves segundos, a Fernanda Câncio calar a sua triste falta de conhecimentos em geral e de postura em particular, e o Francisco, em vez de falar, desatou a debicar qualquer coisa no ar como um galo manso, contrariando os cacarejos da galinha ao lado. O Pedro Mexia sempre soube reconhecer não ter sido talhado para televisão. É triste, meus ledores tolerantes aos meus piores dias, achar que um programa destes ainda é melhor do que esperar eternidades pelo canalizador da allen.
c) Anton Chekhov ia às putas (é verdade, não é da vossa, tampouco da minha, imaginação; lestes mesmo bem). Anton Chekhov ia certamente às putas, senão lede esta passagem do mesmo livro: Está-se sempre a rir e profere de forma constante sons com "ts". Tem uma incrível mestria na sua arte, de tal forma que ao invés de só usarmos o seu corpo sentimo-nos como fazendo parte de uma exibição de perícia equestre de alto-nível. Quando atingimos o clímax, a rapariga japonesa retira, com os dentes, um pedaço de tecido de algodão da sua manga, pega no nosso "velho" homem (ahahahah, isto é sublime!, nem o Henry Miller diria melhor) (lembras-te da Maria Krestoskaya?) e de forma algo inesperada limpa-nos, enquanto o pano faz comichão na barriga. E tudo isto é feito com uma sensualidade artística, acompanhada por risos e do som musical dos "ts".
E fui eu condenar tantas vezes o comportamento do meu querido pai. Homens e mulheres, se fordes casados ou quase, quando chegardes a casa do lupanar, batendo as 5h00 no campanário da vossa consciência, lede esta passagem aos vossos cônjuges, se forem cultos exclamarão com prazer: «Ah, Chekhov, sim, sempre e a qualquer hora; mais, mais»; se não forem cultos, acharão simplesmente que estais bêbados e um bêbado dificilmente consegue coiso e tal.
Vou-me lá, são horas de comer o caldo.
com verdade te minto, com ficção nem por isso [2]
paixão
31.3.09
hemorróidas
O meu olho esteve a doer ontem e hoje, por isso estou a escrever esta carta acompanhado de uma forte dor de cabeça e de uma sensação de corpo pesado. As minhas hemorróidas também me lembraram da sua existência.
Anton Chekhov. Viagem pelo império russo. p.52. [Trad. (muito reles é favor) de Carla Garrido Barata]
29.3.09
Aviso
23.3.09
da mensagem dentro da garrafa ao... twitter?
Não sem algum pejo, por mim falo.
22.3.09
Eastwood aconteceu no oeste
Eastwood, coroa luminosa do sol, nasce a Oeste, no coração de Leone, e só recentemente e com a mesma resplandecência parece começar a morrer a Este de East ou em si mesmo. Independentemente de lutarmos ou não por aquilo que ele significa, cada um de nós transporta em si o seu próprio Eastwood. Sobre a cena final de Aconteceu no Oeste -- lugar onde a aura de Eastwood já havia acontecido (vídeo em baixo) e, por conseguinte, inaugurado um olhar humano que contraria, em o desacelerando, o disparo abrupto da existência -- escrevi, no dia 24 de Setembro de 2007, neste mesmo blogue, o seguinte trecho que em nada alterei, porque nada (para o bem e para o mal) poderia ter mudado desde então. É um texto sobre Justiça, sobre um sol que nasce a oeste e que morrerá em East(wood):
Ensinou-me o meu pai que, a partir desta cena (vídeo ao alto), passa a ser possível fazer todos os travellings à figura sempre remota da Justiça - deslocando o nosso olhar para a frente, para trás, de cima para baixo e de baixo para cima, acompanhando-a lado a lado e circularmente, ou montando sobre ela uma larga panorâmica. Não obstante, ficaremos sempre com a impressão dolorosa da sua impossibilidade, ainda que ela esteja em todo o lado e mais ainda, a cada passo, no gatilho do justo, mas infeliz justiceiro. Se é disparada, mata; se não é disparada, deixa morrer. Onde há morte, parece não haver justiça e, no entanto, a morte parece ser o último aviso da Justiça, mas sem possibilidade de retorno.
Independentemente de lutarmos ou não por aquilo que ele significa, cada um de nós transporta em si o seu próprio Eastwood, senão leiamos antes estes belíssimos textos: Ricardo Gross, Sérgio Lavos, Ricardo Gross, mais Ricardo Gross. É espalhar em grande vento.
Lévin
e um só filho chamado Nicolau
Gostei muito do texto do Luís.
duas filhas de um regabofe

21.3.09
a luz da ignorância
primavera omissa
Finn
20.3.09
a quem pertence ao turno da noite

Em plena noite, apenas um cão ao longe. São noites sem luz e dias claros. É o verão em pleno Alentejo, apenas um cão ao longe, as cigarras.
19.3.09
antologia da memória
Obrigada, Henrique.
[Vídeo: Memória de uma das fitas de Leone, irónica e infelizmente das mais esquecidas.]
18.3.09
pêlos no buço
17.3.09
isto é mais forte do que eu
16.3.09
é o diz-que-diz-que, Camilo

- Queria sentir o que sentia Camilo quando expelia naturalmente os seus excrementos. - Meu deus do céu - pensei eu - há gente neste mundo que não entende que jamais poderia trazer Camilo na cabeça, quanto mais nos intestinos.
freud diz que os orgasmos clitoridianos são infantis
Fila K - uma Cinemateca em Coimbra

15.3.09
primeira grande enciclopédia de poche
* Não sei (eu, woody) se é falha involuntária na gráfica da Quetzal, no entanto -- meu deus, jamais pensei vir a precisar de os citar -- , ensinaram-me os meus mais 'queridos' lentes da academia de Coimbra que há que consultar sempre as «fontes originais».
linque-que-deslinque
vestido de quarto
dos gases atmosféricos ao homo eroticus
vidas privadas
andas a precisar de apanhar ar
13.3.09
bosta
IRS/08 (II)
IRS/08
suspense
o cebolo e os melros
11.3.09
os três mosqueteiros

excrementícia libidinosa
a 5ª avenida da p.161
8.3.09
sonhos por entre tudo
também meti maracujás
[Fotografias: allen/8março-09. Vídeo: Preisner: Conte d'amour.]








