12.10.11

all alone

Agora a solo, como, aliás e de certo modo, nunca deixámos ou deixou ou deixei de ser.

18.10.10

o nosso duplo efémero


[La double vie de Véronique
. Dir. Krzysztof Kieslowski. 1991.]

17.10.10

ser e estar

Meto-me a ler jornais e a ouvir noticiários e imagino o tempo em que ser australopitecídeo foi estar numa espécie de topo da evolução humana.

ressurreição por:


Rogério Casanova.
Com um agradecimento ao incansável arquivista Plúvio, pelo modo hodierníssimo com que recorta as fontes e as ergue da poeira.

interlúdio(s)


Dito assim, sem circunlóquios, não tem dado para muito mais. O'Regabofe foi coalhando aos poucos. Por minha irresponsabilidade, por ter vindo a ser quase insustentavelmente feliz. Por responsabilidade da allen, por ter vindo a ser quase admiravelmente infeliz. É isso, um interlúdio não passa disso mesmo: de um quase. Quase inadvertidamente, é justamente no quase aí e não aqui que tudo acontece.

16.10.10

panaceias

séc.XXI d.C.

O duplo maior desafio do século XXI d.C. será, porventura, o de não nos deixarmos derrotar pelo Homem e vencer pelo Cipralex.

genocracia

A certeza de que se é escritor por vocação genética acontece quando se adoece realmente por sucessivas tentativas de contradição genética.

profissão e adn

Ao contrário da woody, sou o tipo de pessoa que ri pouco e frequentemente não acha graça alguma nas anedotas que lhe contam. Muito provavelmente terei vocação para agente funerária; palavra de honra que tenho vindo a pensar seriamente em tirar proveito da minha falta de predisposição para o estúpido riso genético da humanidade em geral e das pessoas em particular.

26.8.10

adiós tristezas

28.4.10

like a virgin


«Eram especialmente os homens de meia-idade que se passavam connosco, com aquela mistura de meias de borracha, Doc Martens e vai-te-foder-masturbador-tás-a-olhar-pra-onde? Eles não sabiam se estávamos a chegar ou já de saída.»
[O'BRIAN, Lucy, 2008, Madonna. Como um ícone. A biografia definitiva., Trad. Francisco da Silva Pereira, p.39]

27.4.10

a new dawn [dedicado]


Oh freedom is mine
And I know how I feel

[Para allen]

26.4.10

?

Cada relação amorosa, quando termina, deixa no ar não um ponto final, mas o lugar vago a ser ocupado por um indefinível ponto de interrogação, assim como na política no que diz respeito a ministros sem contornos tais como o actual do «Ensino Superior». Há lá coisa mais cansativa e inútil do que estar vez após outra em compromisso com fantasmas.

linhas de fronteira


Estudo para casos de fronteira a todos os níveis.

25.4.10

o gosto

(...) o gosto é apenas um modo de sair de um sítio para chegar a outro, provavelmente muito melhor porque mais perto daquilo que nos serve de casa num dado momento (vamos mudando).

Daniel. No Rulote.

20.4.10

sedução



Acabo de ver o significado da palavra «impostor» no dicionário Priberam.
Adj. s.m. Que ou aquele que diz ou faz imposturas. Embusteiro, mentiroso, trepaceiro. Que ou aquele que não demonstra os seus sentimentos. Falso, fingido, hipócrita. Que ou aquele que se acha superior. Convencido, vaidoso. Que ou aquele que se faz passar por outro. Charlatão. Que ou aquele que propaga falsas doutrinas.
As palavras que algumas pessoas vão desencantar só para não nos chamarem sedutores.

[Imagem
: Ed Harris e Jennifer Connely, ambos sagitarianos.]

apropriado

... Dois meses, mas quem diz dois pode até dizer um ou quatro, será o tempo ideal para aproveitar o máximo do tesão e o mínimo da complicação. A partir desse período, tudo tende a tornar-se cada vez mais «inversamente proporcional». Há, contudo, quem diga que a paixão vem com a complicação; que andam ambas de mãos dadas e sem uma a outra não existe. Nas noveletas barrocas e no Romantismo Francês talvez, mas eu pessoalmente não acredito. Pelo menos até prova em contrário.

Pedro Duarte Bento. «la mort du roman». Vontade Indómita.

«eleja-se um novo povo»

As novelas são uma facécia do piorio, o mau Cristo dos milénios. Se, por um lado, fazem o povo crer nas suas pessoas boas, por outro ajudam o povo à remissão dos seus pecados cometidos por simplória maldade. Todavia, o que o povo por cegueira natural ou provocada não percebeu ainda, tanto quanto não entenderá nunca, é que as pessoas boas das novelas não são tão boas quanto as pessoas boas em quem o povo desacredita na sua vidinha novelista; já as pessoas más das novelas são sempre melhores do que as pessoas más extrínsecas às mesmas. Só há uma conclusão a extrair destas brevíssimas notas: o povo acredita no que não acredita; o povo é ignorante, feio e mau. Ao contrário de Tomé, o povo jamais terá a coragem de tocar nas suas próprias feridas, pelo que o povo também é cobarde e putrefacto. O povo não merece uma ditadura, o povo é o seu próprio ditador.

18.4.10

alter-ego

17.4.10

protótipos

Não sou protótipo de uma mulher fisicamente bonita. Primeiro, porque desconheço o significado da palavra protótipo e é feio falar sobre algo que desconhecemos. Segundo, porque toda a palavra usada sem que a conheçamos, soa a um fato Antonio Marras no corpo de um serralheiro de unhas sujas. Ademais, não sou protótipo de coisa alguma, mas distingo claramente um quer e pode de um quer e não pode, e só isto faz de mim, pelo mais, uma mulher honesta e, por isso desde logo, mentemente bela.

desafio

Um dos maiores desafios da minha vida passa por aprender a indiferença; a indiferença face a determinadas diferenças e a indiferença face à indiferença sobre a diferença que consiste em ser-se diferente face a determinadas diferenças.

absolutamente

O meu maior problema passa pela asfixia que sinto quando sou obrigada a ter de lidar com pessoas fáceis, prováveis, acessíveis. As pessoas fáceis são aquelas pessoas que fazem perguntas fáceis e não compreendem o silêncio de quem se recusa a responder a perguntas fáceis, prováveis ou acessíveis. Por exemplo, nunca fui capaz de ser uma aluna brilhante de professores minimamente prováveis e apenas por pudor também nunca me soube defender deles. Seria tão ou mais capaz de dizer a um professor idiota que ele é absolutamente idiota como sou capaz de dizer a um maneta das duas mãos que ele tem a braguilha aberta.

doentes mentais

Existem muitas espécies de pessoas, incluindo as pessoas que se acham pessoas, mas não são realmente pessoas nem animais, são amêijoas fechadas; e também existem aquelas pessoas que se metem em consultórios de psiquiatria, porque não é fácil, caramba, nem sempre é fácil lidar com os doentes mentais que as circundam. É por isto que vos digo: quando se tem um cérebro, mas não é possível ser um doente mental, o melhor é aprender a lidar com os doentes mentais; é para isto que o valente do meu psiquiatra me tem servido.

morphine


Um fármaco narcótico do grupo dos opióides, que é usado no tratamento sintomático da dor.

7.4.10

comment dire

Os blogues intimistas tendem a desaparecer. Um blogue intimista escreve-se para dentro; ensimesmado ou em si mesmo, por pudor disfarça um sentimento que deveras sente e diz-se neutro, e diz-se sem partido, e diz-se sem clube, e diz-se sem religião, sem sexo, sem cor. Escreve-se para dentro como outrora eu via a dona Otília a passar o chão da sala de leitura; uma empregada a dias fala com o pensamento, na maioria dos blogues pensa-se mais com as palavras do que se fala com o pensamento. Blogues assumidamente íntimos estão a ficar ainda mais sozinhos, escrevem-se com uma vassoura e limpam-se com um pano do pó, como outrora eu via a dona Otília a passar o chão a pano e a limpar a minha secretária como se a minha secretária fosse um altar. Ainda que pessoal, o blogue de poesia não chega a ser íntimo, demasiado polido para ser íntimo; interessa-me cada vez menos o blogue poético, e muito menos aquele que atira pedras de esferovite aos governadores. Entristecem-me os copistas que assumem uma alegria que deveras não sentem, e muito mais me angustiam aqueles que falam da tristeza como se esta se comprasse no corte inglês para ser oferecida na blogosfera. Estes copistas não entenderam ainda que a tristeza se compra cara no mini-preço de eiras. Uma tristeza sem quantidade, sem qualidade, murcha, encovada, cansada e operária, e ainda assim muito cara para um porta-moedas limpo, mas gasto. Os blogues intimistas tendem a desaparecer; limpos, mas gastos, encontram-se amiúde no mini-preço de eiras, onde a vida se compra cara e ninguém a quer, nem dada.

1.4.10

abril

o lugar que guardamos ferozes

Quando entardece mais cedo e a luz nos quartos fica dourada durante as trovoadas, quando a terra fica molhada e a cheirar a musgo. Quando se atravessa a cidade ou o país para ir ver o teu eterno descanso, e o teu, e o teu. Quando o silêncio responde aos silêncios e os braços ficam quebrados da força velha. Quando já ficámos velhos de saber das palavras gastas e proibidas na nova poesia portuguesa, pérola, alabastro, barco por partir, seios, madrugada. Quando acordamos do sono vigil com o aceno das giestas e do milho ao vento e ainda sorrimos aos sorrisos que ficaram a dançar parados num lugar que guardamos ferozes.

Mário Rui
Palâtre. 5/Out./2010

31.3.10

o regresso à quinta dimensão



Ao cabo de cerca de uma semana em ressaca, começo a não sentir os choques na cabeça por falta do Cipralex. Não deve ser um bom sinal, uma vez que o Cipralex é óptimo, digo mais, o Cipralex é um milagre dos nossos dias (pelo menos depois do meu psicanalista; aliás, pelo menos depois de Cristo no madeiro ter gritado: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?», e a prova de que não o abandonou, foi ter mandado cá para baixo uma caterva de caixas de Cipralex e o meu psicanalista.). O meu psicanalista não me sugeriu que parasse o tratamento, eu é que quis fazer uma experiência, sobretudo depois de ter começado a ler o Frankenstein de Mary Shelley. Desatei a sentir choques intermitentes na cabeça como se tivesse uns parafusos mal enroscados na caveira. O problema está na colisão das placas tectónicas: deixei de discernir entre um choque espoletado pelos efeitos colaterais da falta de Cipralex e um outro desencadeado pelos efeitos colaterais de uma existência impregnada de governadores e outros monstros de quinteiro. De modo que vou reiniciar o tratamento para que tudo volte ao normal, e no tudo dever-se-á incluir o'Regabofe mais as euforias da sua quinta dimensão.

19.3.10

terre


Eu sei que os perfumes são caros, mas a vida cheira a merda, meu Deus.

8.3.10

A Alice de Tim Burton


Tempo de suspender a mundanidade pateticamente fantasiosa em nome de uma ficção mais verosímil.

na idade das maravilhas

Entrei no elevador e ela estava lá. Resmunguei umas coisas no objectivo de provocar a atenção dela. E provoquei. Comparou os meus resmungos a uma ideia puramente benjaminiana, o clic aconteceu e eu, como uma adolescente fantástica, não fui capaz de dizer nada senão anuir com a cabeça. De permeio, W. Benjamin surgiu, uma vez mais, no desalento que abriga aquele tesão contido próprio a uma idade feliz que tudo espera e nada alcança. E que mamas, meu deus, que mamas.

18.2.10

Lambiel


Com um obrigada, pela partilha, a José Bértolo.

13.2.10

Georges Braque


Figure. Atentos observadores, permiti que não lhe atribuamos uma data.

5.2.10

potência mediadora


Há para aí um questionário em linha que nos poderá remeter para um conhecimento ontológico - funcional e estético, se não quiserdes dissociar os critérios constitutivos - da nossa vida passada. Basta responder e inserir o número de telemóvel para nos ser enviado o resultado. Não inseri número coisíssima nenhuma, sob pena de doravante me extorquirem dinheiro do telefone a torto e direito. «Rainha, ama ou cortesã?» Entre outras perguntas, deve-se responder à de teor temporalista. Com que tempo nos identificamos mais ou menos? À excepção da centralidade política, desde sempre que sobre aquelas me sinto a actriz mediadora nascida em qualquer tempo. Porque a actriz, entre a mãe e a puta, é a fronteira que existe para revelar o espanto, a perplexidade, o estranhamento; a noção de uma pertença identitária que se dá por osmose de dois corpos que não sabem exactamente onde termina o papel da mãe e começa o da puta, ou, mais bem dito, onde termina o papel maternalício da puta e principia o papel mercenarista da mãe. Enfim, a mulher que se dá à cena no palco hipotético, felizmente maldito, das equações diferenciais.

[Imagem: Veronika (Françoise Lebrun). La maman et la putain, 1973, Realização: Jean Eustache]

apropriado

Primeiro, quando a conheceu, tentou "manter a formatação original", depois, como mais nada resultasse, esforçou-se por "corresponder à formatação de destino". No fim, só e desconjuntado, tudo o que queria era "manter apenas o texto".

Bruno. Cortar e colar. Avatares de um Desejo.

3.2.10

Mercedes Sosa


¿Qué cosa fuera, qué cosa fuera la maza sin cantera? Esta mulher portentosa morreu em outubro do ano passado (2009).

31.1.10

Roger Federer


O olhar inquieto sobre a linha de fronteira. Obrigada, Roger.

24.1.10

«propaganda sentimental»


valter hugo mãe
Escreve, canta, pensa, conversa tranquilamente sobre as coisas do mundo e a sua experiência sentimental do mundo. Gosta de crianças e há-de «arranjar maneira de fazer um filho». Ontem, por nós ouvido pela primeira vez (na antena 2), não conversou apenas sobre o seu novo livro. valter hugo mãe é uma voz que se ergue lentamente antes da palavra, uma voz que se ouve deitar muito depois das palavras que lançou no delírio, uma voz que passa no tempo para aquecer uma noção de espaço pluridimensional. Não é o Fausto português, também não é o Antony Hegarty português, e ainda bem, que de outro modo não seria ele mesmo. valter hugo mãe, ele mesmo, é um homem que tem palavras a dizer sobre decretos de amizade não decretadas senão através de uma voz que, muito antes das palavras a que foi normativamente destinada, representa a harmonia não gramatical das emoções universais. Uma voz que, fale, escreva ou cante, é muito, muito bonita; e nós precisamos de experiências bonitas.

23.1.10

«para quem não tem asas, és um bocado [atrevida]»*



Ainda não disse aqui que o melhor café de Lisboa se bebe no Cockpit Bar, rua Oliveira Martins, por trás da Av. de Roma. Costumo ir lá às sextas comprar cigarros e beber um café, nunca antes das 22h15 e com regresso a casa sempre antes das 22h45, isto porque a partir dos 25 anos uma pessoa com o senso à tona dos pés e o colesterol a dar de si tem medo de ser assaltada por quem goste de uma única nota de 5 euros no bolso, mas de bom calçado, como deve ser. A anedota do Dica desta semana tem muita piada, tem sim senhor, passa-se a bordo de um avião e acaba numa pessoa em trânsito para a morte e um papagaio no seu estado normal. Mas isto não vem a propósito de aviões nem pretende ser tão lúgubre quanto as feições de Schmidt ao volante de uma rulote, porque de aviões não entendo eu (aliás, benzo-me de cada vez que falo em bruxedos) e se falasse de rulotes antes estaria a lincar o novo blogue de confissões do Daniel b-site. Cheguei lá através da melhor agência de viagens.

* Diz o papagaio ao «amável senhor». Ahahahahah. Anedota do caraças.

22.1.10

in progress

Philipp Kohlschreiber está a jogar contra Nadal. Aconteça o que acontecer, as certezas aqui não importam para nada. Estou concentrada nas esquerdas do alemão, que são, provavelmente, das mais bonitas do ténis masculino. Felizmente, nunca gostei de categorias óbvias.

21.1.10

o regabofe

Stéphane Lambiel



A Suíça tem-me dado muitas alegrias. De um 5º lugar do programa curto, Lambiel passou a 2º. Não são apenas os círculos perfeitos, mas sobretudo a dimensão de uma geometria total ocupada pela volatilidade de um simples homem que transita no indefinível espaço artístico que o eterniza. Entenda-se menos ainda: há homens que na terra suspendem a respiração de Deus. Stéphane Lambiel, a par de Plushenko [1º], são dois dos nomes que não se podem invocar em vão, por isso calo-me e enxugo as lágrimas.

as tais figuras in-beetween


Acabo de me informar no Avatares. O meu primeiro saco de desporto tinha a reprodução da assinatura do Agassi; nessa altura eu já amava a modalidade, enquanto ele batia milhares de bolas por ano e odiava a modalidade. O artigo de Pedro Keul mostra, desde já, que este livro é, acima de tudo, um tratado intimista e deveras psicanalítico do atleta que foi, por outro lado, um mito. Andre Agassi, finalmente o homem, resolveu contar a história para que reste o atleta, mas se derrame o mito.

20.1.10

limites

Alguém chegou a'O Regabofe pelo Google a partir dos termos Tenho vontade de foder e ser fodida tendo aportado no sítio porventura dos mais longínquos de sempre. Jean Eustache [La maman et la putain - 1973.] é mais que mote literário para toda a vontade deste jaez. O cliente precisou de 14 minutos e 24 segundos (para ser fodido pelo texto?, assim espero) e vagueou, certamente insatisfeito, por mais seis páginas. Ainda que volte ao mesmo, sairá sempre no mesmo. Na maioria das vezes, a vontade que já transbordou os limites da satisfação sem que tenha sido realmente consubstanciada perde-se no destino de quem procura desesperadamente, e sem êxito, escapar à hybris de tamanha busca. Para simplificar, também carrego a sina dos excessos libidinosos, mas o mais que fiz foi pedir ao Google um Roger Federer nu do tornozelo para baixo, acabando por aportar no sítio, porventura, dos mais impertinentes de sempre: Nunca fui tímida, diz Flavia Alessandra no adeus a 'Playboy'. Haja limites.

Campeonato Europeu Patinagem Artística [Estónia]


Brian Joubert (vencedor do ano passado) e a belíssima Carolina Kostner (segundo lugar no ano passado). Em continuação do post anterior, só tenho a certeza de que quero que ela ganhe e seja tomada nos braços dos três melhores bailarinos. Parece-me ser a melhor, a mais bonita e romântica distinção que uma mulher pode desejar em dias de gelo.

2009-2010 - o regresso dos vencedores



Stéphane Lambiel, patinador suíço, filho de mãe portuguesa (espantai-vos) e Evegeni Plushenko, patinador russo. Depois de uma longuíssima retirada, regressam para disputar o Campeonato Europeu de Patinagem Artística (na Estónia) com Brian Joubert, patinador francês e espantosamente vencedor do ano passado. Entre eles, mínima diferença de idades e magistral similitude no respeito a performance sobre gelo. Figuras in-beetween que em muito explicam uma vida sobre lâminas. No limite da forma não são menos que metáforas poéticas assentes no equilíbrio de uma certa ideia de risco. Impossível descodificar o melhor dos três, a não ser que diga que são mais novos do que eu, que já perdi a conta aos bate-cus da minha vida.