azul russo
Nessa fotografia gostavas de ti. Agora sais de casa pela porta da rua mais velha, vais às vielas ouvir o teu nome na boca das mulheres desabitadas; de boca em boca, gostas de ti aos intervalos, no corpo das mulheres desabitadas. Tenta ser a última a esquecer-se de ti, depois logo se vê; um ponto de fuga, uma luz paciente, o pigmento que determina a noite. Uma vez que já não gostas de ti, deita a cabeça do teu pensamento no gato que dobra a esquina, tenta o Azul da Rússia, não sabes de onde vens nem para onde segues, tenta qualquer coisa à excepção de tudo.
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