7.4.08

não vais lá pela fonética, mas sim pela coisa

Agora conto-vos uma anedota que um amigo da Adília Lopes contou, por telefone, à Adília Lopes; dela tomei conhecimento, porque fiz de conta que a Adília Lopes me telefonou hoje para ma contar, eram as 15h37 minutos - hora em que eu estava, precisamente, a ganhar lanço da varanda norte à varanda sul de minha casa com a mira de suicidar de vez o meu trabalho - e a anedota é esta: «Um homem entra numa estação de Correios e pergunta a outro "Tem caneta?" O outro responde "Não, mas tenho pena." O primeiro homem diz: "Também serve." O outro diz: "Não - tenho pena de não ter caneta." O primeiro homem sai para a rua e pergunta a um terceiro homem "Tem fósforos?" O outro responde "Não, mas tenho isqueiro." O primeiro homem diz: "Também serve." O outro diz: "Não, tenho isqueiro de não ter fósforos."». Não que eu goste de anedotas, mas gosto desta, porque não é uma anedota; para mais, a Adília Lopes não só me salvou a vida como também, não fosse eu ter-me esquecido do que tinha ainda para vos dizer, serviria este post de exemplo que provaria de uma vez por todas a coisa que ainda tinha para vos dizer, não fosse ter-me esquecido da coisa que ainda tinha para vos dizer e que serviria de exemplo acima de todos os exemplos que provam que a coisa que eu tenho aparentemente para vos dizer - apartada fosse, neste blogue, a homenagem ao grande e verdadeiro faz de conta - é a mais sincera das mentiras.

1 comentário(s):

Blogger Chicapardoca disse...

ERA ESTA COISA QUE PRECISAVAMOS DE OUVIR

8/4/08 01:16  

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