23.4.08

vês claramente o que não vês


Não, eu não quero parecer inteligente, porque não sou inteligente. Não posso querer parecer algo que não sou, mas posso querer ser algo que ainda só pareço ser. A luta da minha vida passa por conseguir provar sem dúvidas que sou invisível. A luta da minha vida passa por não trair o que sou, todavia, ao contrário da canção do Pasternak, mostrar claramente as marcas dos meus passos nas águas do anonimato. Chegar à tal definição de invisibilidade, para que todos, sem esforço ou excepção, sejam capazes de me ver. Isto é, ser. Isto é ser.
[Imagem: Arno Rafael Minkkinen. Self-portrait. Fosters Pond. 1989]

3 comentário(s):

Blogger licopódio disse...

As coisas são o que nelas não se vê claramente.
A invisibilidade é a utópica verdade.

25/4/08 15:26  
Blogger heMan disse...

isto é de assinar por baixo,
sim senhora
[vénia]

27/4/08 00:24  
Blogger Ente lectual disse...

Do criador de Ente Lectual, a não perder. Um homem que banirá o mijo obliquo da face da terra, ou morrera a tentar: é o Quinta feira (aplausos)

http://oquintafeira.blogspot.com/

obrigado, miss

27/4/08 22:34  

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