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No espaço de uma semana, fui ao teatro duas vezes, e sei que não vem, pelo motivo, salvação ao mundo. De lá a esta parte, entre chá nas casas das tias, fotografias de família e muito, muito trabalho (que Moisés, sem querer, deixou alguns para trás), tenho deveras pouco a dizer. Estou bem de saúde; de resto, como diz o outro, ainda vivo. Não vos detendo, venho apenas confirmar um assunto extremamente importante: desarrumando os 27 anos traduzidos por António Pescada na página 110, Platónov, em palco, tem mesmo 35 anos, sendo claro que, também por este motivo, não vem nenhuma salvação ao mundo. No entanto, aproveito a tiragem do post para confirmar outro assunto; esse sim, extraordinariamente importante: Ana Petrovna, a generala - puta em carne viva - é um pedaço abundante de cardeal, tombando, por motivos deste quilate, bastante perdição no mundo. Por fim, tenho que o céu da cidade de agosto não passa do que resta da grande cúpula de julho. Ameaça desfiar uns bons almudes de água, e talvez engendre, debaixo de chuva, nenhum romantismo, nenhum trejeito intelectual, apenas o melhor mês de trabalho e, faz de conta, aquela mulher sozinha na cidade deserta; a velha, com muito trabalho e sem acontecimento, a velha história de amor.
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