31.5.09

ou se é Homem ou se é Homem



A prova de que não há mitos (humanos), está no momento em que todo o Homem cai. Ou se é Homem ou se é Homem (não há outra hipótese). Hoje o gelo sueco provou a fragilidade do menino selvático, no entanto não matou o Homem, somente feriu o atleta em campo de batalha, apenas para que o atleta não esqueça jamais a condição humana que, inevitavelmente, tanto dá como tira.

30.5.09

as esquerdas mais bonitas do ténis masculino





Philipp Kohlschreiber, de quem já tinha dito que dele voltaríamos a ouvir falar. Esta tarde mandou o cuequinha nova para casa (perdoai-me senhor, por eu saber tão excelentemente bem o que digo) . Tenho a dizer, sobre Roger Federer, o seguinte.
E uma pergunta: quando voltaremos a viver ténis feminino?

genes

Os meus genes e eu. Por Ana Gerschenfeld.

26.5.09

a 29 de maio

natureza viva


[Realização: Carla de Elsinore]

25.5.09

come cipralex, pequena

Até que nem te sentias assim tão mal, agora vem o teu psicoterapeuta (quereis que diga psiquiatra? eu digo) até que vem o teu psiquiatra e diz que te vai tirar essa depressão. Essa depressão. Tu estavas bem, aqueles gritos contra o rosto dos que amas queriam dizer-lhes que essa depressão que o Aucíndio Valente te quer tirar se calhar nem é tua, mas toda e completamente toda dos que amas. Há uma força tão poderosa na fragilidade de uma mãe, na inclinação lenta das pétalas da tua japoneira, tu tentas explicar essa força aos que amas e eles respondem dizendo que precisas de visitar um psiquiatra. Então fizeste-lhes o favor de marcar o número do consultório da Marquês de Pombal, e por uma última vez consentiste que tudo à tua volta, à excepção da mobilidade da morte das pessoas e das coisas que nunca serão tuas, à excepção da tua melancolia (quereis que diga infelicidade? eu digo) à excepção da tua infelicidade cuja natureza é imensamente gratuita, parasse naquele dia dos teus 3 anos de idade, o dia em que então ainda não compreendias o porquê de teres nascido para o mundo, mas sim para a esmagadora mobilidade da incompreensão do mundo. Agora? Agora és grande como quem diz adulta. Agora toma, pequena, toma o cipralex como manda o clínico, entre refeições e não chocolates, há lá maior metafísica no mundo do que cipralex e assemelhados, pequena, há lá maior metafísica no mundo do que a implacável incompreensão dessa besta que é o mundo e contra a qual já só apenas a tua gratuita melancolia, a que clinicamente chamam depressão, nascida da fragilidade poderosa dos que amas, te salvava. E paga, paga caro a felicidade que eles te prometem, que eles querem que rias, que brinques, que sejas normal, que uma mãe seja apenas uma mãe, uma mãe, só uma mãe, e a tua japoneira tão-somente a árvore que dá camélias que lentamente nascem para a morte rápida e normal de todas as coisas. É muito fácil, entras pelo número 66 adentro, sobes ao terceiro andar e compras a felicidade da marca cipralex como se fossem cerejas à venda na berma de uma estrada de putas. Não vás por regabofes gratuitos, pequena de 3 anos, come cipralex como se fosse cipralex, que as cerejas não passam de cerejas e murcham como tem de murchar a besta deste mundo.

23.5.09

big my secret


Há um silêncio onde nenhum som pode penetrar.
The Piano. [Dir.Jane Campion]

20.5.09

pessoas

Há pessoas complicadas que não sabem o que querem, eu sei o que quero (vá lá, pelo menos mais ou menos), quero pessoas complicadas que não sabem o que querem.

19.5.09

no mês de maio

12.5.09

mensagem


Tu querias ver o mundo para lá dos telhados. Eu sempre achei que há mais mundo por baixo dos telhados. Não será necessário leres Fernando Pessoa para compreenderes o que tentei explicar. Ninguém, jamais, saberá explicar o mundo que existe por baixo dos telhados.
[Fotografia: Allen/alguns telhados de Berna]

3.5.09

as primeiras favas do ano


Suspendi o que estava a fazer para vos vir dizer que estava a debangar umas favas (que me deu a mais generosa das minhas vizinhas, a dona Vitória, à troca de três pés de hortaliças do meu quintal), enquanto deitava os olhos à final do WTA de Estugarda. A Dinara Safina, sempre tão imprevisível, lá me vai dando alguns desgostos, desta vez à troca das favas da dona Vitória de que gosto muito, muito não, bastante. Das favas, que este post é sobre favas e mais nada.