25.9.09

o bidé


Ao fim de quase dois meses, tivemos necessidade de ir a Milão por causa do bidé. Único defeito da Helvética: não tem bidés. Assim, tal e qual, como dizer, em sua dramática oposição, que portugal tem bidés a mais e outros muito mal empregadinhos. Chegadas ao hotel, mais uma vez alijámos o fardo português e demos bom uso ao bidé milanês. Depois disto, abrimos a janela, suspirámos de fora para dentro e tudo um pouco melhor, não fosse estarmos em Milão, cuja única qualidade é ter bidés (óquei, mas não falemos dos Sforza em estação de eleições, que seria misturar o sol com o olho do cu, ou ânus, se quiserdes). Segue daqui que não sabemos se estamos de volta ou não estamos na volta, no tour du lac noir, na viragem da página, no passeio dos regabofes. Ora bem, no seguimento do sentido deste pouste: entre bidés, Sforzas e eleições democráticas metidas no meio (percebestes a piada?, metidas no meio?, metidas coiso e tal -truclas - toma lá no meio?!?), queira Deus que não estejamos, por ora, de regresso às coisas sempre sérias propensas a' O Regabofe.