what the f****
Vai para muito tempo que me não ria tanto.















Eastwood, coroa luminosa do sol, nasce a Oeste, no coração de Leone, e só recentemente e com a mesma resplandecência parece começar a morrer a Este de East ou em si mesmo. Independentemente de lutarmos ou não por aquilo que ele significa, cada um de nós transporta em si o seu próprio Eastwood. Sobre a cena final de Aconteceu no Oeste -- lugar onde a aura de Eastwood já havia acontecido (vídeo em baixo) e, por conseguinte, inaugurado um olhar humano que contraria, em o desacelerando, o disparo abrupto da existência -- escrevi, no dia 24 de Setembro de 2007, neste mesmo blogue, o seguinte trecho que em nada alterei, porque nada (para o bem e para o mal) poderia ter mudado desde então. É um texto sobre Justiça, sobre um sol que nasce a oeste e que morrerá em East(wood):
Ensinou-me o meu pai que, a partir desta cena (vídeo ao alto), passa a ser possível fazer todos os travellings à figura sempre remota da Justiça - deslocando o nosso olhar para a frente, para trás, de cima para baixo e de baixo para cima, acompanhando-a lado a lado e circularmente, ou montando sobre ela uma larga panorâmica. Não obstante, ficaremos sempre com a impressão dolorosa da sua impossibilidade, ainda que ela esteja em todo o lado e mais ainda, a cada passo, no gatilho do justo, mas infeliz justiceiro. Se é disparada, mata; se não é disparada, deixa morrer. Onde há morte, parece não haver justiça e, no entanto, a morte parece ser o último aviso da Justiça, mas sem possibilidade de retorno.
Independentemente de lutarmos ou não por aquilo que ele significa, cada um de nós transporta em si o seu próprio Eastwood, senão leiamos antes estes belíssimos textos: Ricardo Gross, Sérgio Lavos, Ricardo Gross, mais Ricardo Gross. É espalhar em grande vento.


